Ensaios sobre o Amor e a Solidão

Soneto de Maior Amor

Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu, que não sossega a coisa amada
E quando a sente alegre, fica triste
E se a vê descontente, dá risada.

E que só fica em paz se lhe resiste
O amado coração, e que se agrada
Mais da eterna aventura em que persiste
Que de uma vida mal aventurada.

Louco amor meu, que quando toca, fere
E quando fere vibra, mas prefere
Ferir a fenecer – e vive a esmo

Fiel à sua lei de cada instante
Desassombrado, doido, delirante
Numa paixão de tudo e de si mesmo.

Vinícius de Morais

Quando eu era pequeno eu queria ser bombeiro. Para ajudar as pessoas e andar sempre num carrão vermelho. Na adolescência eu queria mudar o mundo sendo professor. De uns anos para cá quero entender o que motiva e o que desmotiva, o que move e o que desmobiliza, o que impulsiona e o que frustra. Quero entender um pouco do pensamento humano para talvez entender o que é humanidade.

Numa quinta-feira qualquer de março de 2010, saído da biblioteca Alceu Amoroso, no bairro de Pinheiros em São Paulo, depois de ouvir um sábio Contador de Histórias de nome Ajax narrar trechos da trilogia Tebana, estava inquieto. Decidi-me por ir até a Livraria Cultura, no Conjunto Nacional, Avenida Paulista, para buscar um leitura que eu ainda não tinha bem certo o que de fato era.Perambulei por 4 horas. Tirei livros da estante, li parado nos corredores, li no chão, li sentado. Entre tantos livros, encontrei um título famoso da obra do Flávio Gikovate: “Ensaios sobre o Amor e a Solidão”. Era o que eu precisava. Desde então é minha obra de cabeceira.Vou ler alguns trechos que julguei interessantes. Gravação amadora, só pelo conteúdo. Primeiras páginas do capítulo 1. Clique nas imagens para ampliar.

 

 

 

 

 

 

 

 

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Felipe Cabral

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